sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
STROVENGAH
Baseado num argumento de Luiz Paulino dos Santos, o novo filme de André Sampaio (um dos diretores de Conceição-Autor Bom é Autor Morto, primeiro longa-metragem do curso de cinema da UFF), mergulha no universo delirante de Pedro, personagem umbigocêntrico e misterioso (ex-publicitário) que vive isolado numa casa decadente, no meio do mato, entre contatos com seres imaginários e bonecos personagens (manequins) que exercem uma estranha influência sobre seu comportamento. É um rigoroso "short cuts" de suspense psicológico e invenção, em meio ao saara de produções thrash, que felizmente ou infelizmente nunca saiu de moda em nossos mercados (alternativos ou não).
Strovengah reflete sobre o ato solitário da criação e a dialética da liberdade da imaginação versus dogmas (religiosos, sociais e culturais), que aprisionam. Produzido sem patrocínio, com investimento direto e muita boa fé do nosso novo A.P. Galante do cinema independente brasileiro - Cavi Borges, Strovengah é uma aposta numa possibilidade de filme de gênero com rigor e marca autoral.
A Fuga da Mulher Gorila: um filme de outro planeta
O que é a mulher gorila? Um arquétipo ? Uma metáfora da mulher primitiva ?
O mais incrível e belo dos shows ?
Algumas pistas pra desvendarmos o mistério da mulher gorila:
O maior espetáculo dos subúrbios do mundo, naif e mambembe, pode servir de metáfora a esta produção modesta em recursos mas singular em sua realização. A produção durou 8 dias, mas os produtores/diretores Marina Meliande e Felipe Bragança afirmam que toda a equipe recebeu para trabalhar. Os diretores optaram por fazer um quase documentário. As personagens tem os nomes dos atores que as interpretam. A câmera quase não usa luz artificial. A kombi do cenário serve também como transporte da equipe e da elétrica...
Numa das cenas, enquanto a atriz/protagonista Flora está divulgando o show que está promovendo na cidade, uma transeunte curiosa lhe pergunta: qual é o mistério ? Sem resposta...
Cuidado ! Perigo ! A gorila está solta !
A trama é simples: duas irmãs , artistas mambembes, decidem colocar o pé na estrada da vida e apresentar pelas cidades do interior o número da Mulher Gorila, até chegar no Rio de Janeiro, onde Morena, a mais velha, que interpreta a linda menina antes de se transformar na terrível besta do titulo, (des)encontra seu bebê de um ano de idade e amanhece com o coração pegando fogo, fogo, fogo... O que acontece pelos caminhos são os 7 (quase) capítulos que compõem este belo road movie musical, angustiado,sentimental e radicalmente livre.
Vou dar o início a revisão crítica dos meus textos críticos e/ou resenhas que fiz para filmes da Mostra do Filme Livre, realizada há 12 anos no CCBB RJ (estendida pra SP e DF desde 2012). São textos escritos entre 2005 e 2013, portanto com variáveis matizes e sob influências de escritas diversas, sendo que a base é a escrita automática (com algumas revisões) surrealista e a fonte de inspiração(ou seria diluição) continua sendo o cinepoeta Jairo Ferreira...
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